habana blues
habana blues
treze homens e um novo segredo

margot e o casamento
quando o filme acabou eu disse...como assim, já acabou, não pode ser? ele não é um filme nada convencional e não se preocupe tanto com o enredo e até aonde ele irá chegar - esse foi meu erro. o filme explora muito as relações entre as pessoas, a convivencia, o amor incondicional que podemos ter uns pelos outros e como aquilo que faz todo o sentido para uma pessoa, pode não fazer nenhum para outra. ele traz o principio filosofico que cada um de nos é guiado pelas suas experiencias e vivencias, e justamente por isso as verdades e certezas diferem de pessoa para pessoa. é um filme um tanto quanto tenso, com dialogos rápidos. o espector precisa estar prestando atenção nele. todos esses temas que ele aborda, vem de uma maneira muito clara e sem muita maquiagem fazendo assim parecer ser uma historia real e não um simples roteiro gravado e encenado.
um filme que é para ser visto e refletido.

pequena miss sunshine
tenho que confessar, me surpreendi! e não...eu não tive vontade de matar a menina ( ¬¬ ). todos me comentavam muito bem sobre esse filme, que eu tinha que o assistir e tudo mais, mas não esperava tanta genialidade. de cara, ele é uma grande tragédia comica, quando a historia - que na verdade é apenas o motivo - é apenas a ida de Olive ao concurso "little miss sunshine".
a narrativa traz "perfis muito bons". Olive, a garota inocente que só pensa em ganhar o premio. Richard, o pai-vendendor que tenta passar que tudo está bem. Sheryl, a mãe que tenta concertar as coisas. Dwayne, o sonhador que por ser daltonico não pode o realizar. Frank, não amado pelo seu amado e ainda descobre que "virou" o segundo maior estudioso sobre Proust nos Estados Unidos e não mais o primeiro. e por fim o avô, que por muito tempo é apenas o "vovô", um velho, um tanto quanto pevertido, querendo curtir seus ultimos momentos de vida e expulso do azilo. ou seja, todos fracassados! quem espera que o desenrolar da obra é a menina e suas peraltices no concurso está muito enganado. neste filme, é comprovada a máxima que o mais importante não é aonde você quer chegar, mas sim o caminho que você percorreu para chegar até ele.
durante a sua "longa viajem", eles falam de uma maneira sutil, e sempre comica, da velhice, das decepções, dos traumas pessoais, da familia, das perdas, da superação. tudo isso os leva a perceber que mesmo dando tudo errado em suas vidas, eles tem uns aos outros e isso os fazem fortes. que importa é que sejamos aquilo que queremos ser e não aquilo que querem que sejamos. nem sempre vencer é o que importa e perder não é menos digno, talvez, seja até melhor.
não gostei do dvd não ter extras, pelo menos o que eu aluguei não!
mesmo depois de postado quis escrever um pouco mais sobre a questão da velhice. ela não tem nome. o avô é chamado apenas de avô. na velhice não tem problemas nem perigos, é apenas viver e se arriscar, pois é loucura cheirar heroina na infancia, mas na velhice, "é loucura não fazer". é "engraçado" pensar que como o destino do velho é morrer, ele pode fazer tudo o que quiser, transformando a terceira idade, na melhor fase de toda a sua vida, mas nada mais o lhe espera, nada mais o lhe aguarda!

alguns pontos:
- como é que ela só foi perceber "o sinal do lado esquerdo" depois de tanto tempo?
- muito boa a atuação de Maribel Verdú (Mercedes), acho que ela cresceu na narrativa
- Mercedes e Ofelia parecem a mesma pessoa com idades diferentes, ambas com sonhos e vidas que elas sabiam
- boa atução dos atores nas suas expressões
- atuação muito boa do fauno
mas ainda fica o duvida no ar no final do filme...aconteceu ou não?